22 de Junho, 2022

Como ter sucesso na implementação de OKR? Seis erros a evitar

Tudo aquilo que é simples raramente é fácil. E a metodologia dos OKR é prova disso mesmo: um ponto de partida simples para uma implementação que, sendo difícil, pode ser facilitada se evitar os seis erros que agora lhe vamos mostrar.

A implementação dos OKR deve ser feita de forma orientada, caso contrário, não irá gerar os efeitos esperados.

Para além de seguir a regra dos 3 Fs – foco, feedback e flexibilidade – estes são os seis erros que não deve cometer para garantir a eficácia da implementação desta metodologia:

1. Delinear demasiados objetivos

Hoje, a gestão de uma organização está preocupada, acima de tudo, com duas áreas:

Business As Usual: os processos habituais que servem para entregar um bom produto ao cliente de forma sustentável, centrado no objetivo de ter clientes, colaboradores e acionistas satisfeitos;
Estratégia, normalmente anual, com uma visão mais a longo prazo que permite aproveitar oportunidades e reagir atempadamente às ameaças.

Para manter o foco é fundamental optar pelo lema: menos é mais. Só assim é possível dar início a cada ciclo da melhor maneira.

Criar muitos OKR, desalinhados e com metas a longo prazo não é o caminho a seguir.

2. Não ser fiel ao lema top down, bottom up

Se a definição de um objetivo partir apenas da administração da empresa, verifica-se que este objetivo rapidamente se transforma numa simples tarefa.

Envolver os colaboradores para que eles se sintam envolvidos é uma regra de ouro.

O chamado top down and bottom up defende que as direções de topo devem pedir às equipas para definirem os seus próprios objetivos. Só assim podem ir ao encontro dos objetivos anteriormente definidos a partir da estratégia da empresa.

Estes objetivos devem ser ambiciosos e inspiradores de forma a motivar as equipas, desafiando-as sair da sua zona de conforto a ir mais além.

O líder deve sempre assegurar que este alinhamento também resulte num acompanhamento contínuo e num feedback de desempenho no decorrer de cada ciclo.

3. Evitar o Bing Bang na organização

Começar de repente não é uma boa prática na implementação da metodologia de OKR na organização, é preciso disciplina.

Cada empresa é única e, por isso, tem o seu tempo próprio. Uma implementação gradual é capaz de garantir um alinhamento global.

Cada objetivo e métrica deve ter obrigatoriamente um responsável e ser alvo de uma aprendizagem consistente que garantirá um cumprimento rigoroso do plano e saberá qual o momento para intervir, em caso de necessidade.

Por mais que esta seja uma metodologia ágil, só a compreensão correta dos fatos, causas e consequências conduz a uma decisão certa, no momento certo.

4. Os OKR não dão prémios, apenas indicam a direção

Há vários elementos que podem nortear o pagamento dos prémios ou remunerações numa organização.

Porém, o objetivo dos OKR é outro: garantir que todos estão mobilizados para irem ao encontro da estratégia da empresa, uma estrela polar que indique a todos qual a direção a seguir.

Se a avaliação depender do cumprimento de um determinado objectivo, ele tem tendência a ser menos ambicioso e mais realista.

Neste caso, jogar pelo seguro não leva a bom porto, dado que não conduz a organização em direção à mudança que queremos implementar.

5. Transforme a sua empresa numa learning company

Num caminho onde a aprendizagem constante faz parte da norma, o erro é encarado como normal. Segundo a metodologia dos OKR, também um erro vale mais do que mil palavras – execution is the game.

Ao optar por fazer da sua organização uma learning company está a fazer a aposta certa, dado que os estudos indicam que elas são atualmente um fator decisivo de competitividade.

As empresas que conseguem manter uma aprendizagem constante e transversal são mais competitivas e têm mais hipóteses de sucesso.

6. Começar pelo princípio… é um bom princípio

Os OKR são uma metodologia de gestão e, por isso, não dispensam a elaboração de uma boa estratégia.

De pouco vale executar algo muito bem, se essa for uma tarefa inútil. É importante conseguir canalizar os esforços onde eles são necessários porque só assim se geram resultados que fazem realmente a diferença no negócio.

Mais do que mudar mentalidades, é preciso mudar prioridades. E para um gestor, a prioridade é sempre a sustentabilidade – leia-se competitividade – do seu negócio face aos atuais desafios.

A desconfiança e o controlo são dois fatores que ainda estão presentes em grande parte da gestão de empresas.

E se no passado estes mecanismos podiam fazer sentido, hoje as empresas vivem uma realidade diferente onde a desconfiança e o controlo são contraproducentes.

Visão global, inovação, agilidade, aumento de produtividade e de foco, transparência, envolvimento e compromisso. Palavras-chave que destacam apenas algumas das muitas vantagens que esta metodologia traz às empresas.

Saiba tudo sobre os erros a evitar na implementação de OKR pela voz de Ricardo Parreira, CEO da PHC Software:

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