“O objetivo é melhorar o nível de competências digitais dos portugueses de forma transversal” – PHC Portugal

27.09.22

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“O objetivo é melhorar o nível de competências digitais dos portugueses de forma transversal”

A digitalização não escolhe atividades ou perfis, é uma inevitabilidade. Para saber de que forma é que o país está a responder ao desafio digital, falámos com Luísa Ribeiro Lopes, presidente da associação .PT e coordenadora geral do INCoDe.2030.
“O objetivo é melhorar o nível de competências digitais dos portugueses de forma transversal”

Ninguém duvida que a tecnologia é a base para desenvolver um país mais competitivo e global. As competências digitais assumem hoje uma importância fundamental, é uma realidade para todos, seja o Estado, os cidadãos ou as empresas, independentemente do seu sector de atividade ou dimensão.

Luísa Ribeiro Lopes é presidente da associação .pt e coordenadora geral do INCoDe.2030. É, por isso, um peça importante na digitalização do país. Isto num momento em que o mundo tenta dissipar os efeitos de uma pandemia economicamente devastadora, de uma guerra de contornos ainda indefinidos e da escalada de uma inflação que ainda não parou de crescer.

E se é preciso dotar as empresas portuguesas de otimismo e segurança, esta é também a altura de fazer as escolhas certas para começar a trilhar, com sucesso, o caminho da transformação digital que o mercado exige.

Enquanto coordenadora do INCoDe.2030 tem a missão de promover de forma integrada o desenvolvimento digital do País, começando pela inclusão e a literacia digitais, passando pela educação das novas gerações, desde a infância; pela qualificação da população ativa, até à especialização de pessoas licenciadas para ocuparem empregos digitais avançados e de investigação, procurando criar oportunidades para um número crescente de pessoas.

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“É importante primeiro salientar o contexto que vivemos. Existe a guerra, a inflação, mas na verdade existe um desafio ainda maior: a sustentabilidade do Planeta. Neste campo, os desafios são imensos. Este é um fator muito importante porque, na verdade, quando falamos em transição digital, temos de falar obrigatoriamente de uma transformação energética, a chamada transição verde. Uma não existe sem a outra e, por isso, falamos de uma dupla transição que permita tornar o mundo num local mais sustentável e mais digital”

Luísa Ribeiro Lopes  – Presidente associação .pt e coordenadora geral do INCoDe.2030.

 

Hoje somos mais digitais?

Os números são animadores porque há muito trabalho que tem sido desenvolvido, ainda que haja muito trabalho por fazer. Há cada vez mais portugueses que utilizam a Internet, neste momento são cerca de 71% da população nacional, um número que nos permite afirmar que somos um país digital. Porém, a média europeia é de 84%, o que dá nota da necessidade em avançar. Se compararmos com dados referentes a 2017, em que 30% das pessoas não utilizavam o digital, hoje são cerca de 16%, o que significa que dimuímos para metade o número de excluídos digitais. Isto é fruto da curiodade que hoje o digital desperta nas pessoas. É um esforço coletivo. Temos mais vagas no ensino superior para formar ainda mais pessoas nesta área, para além de estarmos acima da média europeia em relação ao número de mulheres que trabalham nas TIC, temos 22%.

 

O INCoDe.2030 pretende colocar Portugal ao nível dos países mais avançados nesta dimensão. Quais os seus principais desafios?

O objetivo é melhorar o nível de competências digitais dos portugueses, de uma forma transversal. Temos um foco na educação e na formação profissional, pretendemos estimular a empregabilidade, diminuir os índices de iliteracia digital, fomentar o empreendedorismo, o investimento e a investigação, promover a igualdade e a inclusão.

 

Falamos muito de transformação digital, mas será que os empresários sabem aquilo que implica?

Verificamos que algumas empresas, principalmente dedicadas ao comércio de proximidade, que não fizeram a sua transformação digital. Passaram apenas algumas tarefas que faziam de forma manual e passaram a fazer em digital.

 

É preciso mais…

Sim. Sabemos que tudo aquilo que é transformação tem de ver com as lideranças. Há muito desse pequeno comércio percebem que fazer uma transformação digital tem menos custos do que não a fazer, e que podem fazê-lo de forma partilhada. Repare: se calhar, uma pequena empresa não tem possibilidade de ter uma pessoa 100% dedicada ao comércio online. Mas se partilhar esse recurso com outras empresas, se calhar pode ser uma hipótese a ponderar. Há números que dizem que ainda há 40% das empresas que não têm uma presença na Internet, ainda que na minha opinião estes números possam estar um pouco empolados, basicamente resumem-se a estas pequenas empresas, mas que estão a fazer um esforço nesse sentido. Em 2015 era cerca de 60%.

 

Há muitas desigualdades entre o litoral e o interior?

Sim, sem dúvida. É mais fácil falar de digitalização em Lisboa e no Porto, mas realidade é que as pessoas que estão excluídas da capacitação digital, desde a básica à mais qualificada, grande parte delas está fora das grandes cidades e é importante chegar lá. Da mesma forma, há projetos digitais muito interessantes longe dos centros urbanos e que também não são conhecidos e que também queremos dar a conhecer. Trata-se de criar várias pontes que precisam de ser contruídas para ligar os vários pontos que visitamos.

 

Há vez mais plataformas online que tentam dar uma ajuda neste sentido. Tem dado resultado?

Por vezes a dificuldade é, por um lado, o número elevado de oferta que existe. Por outro lado, por vezes não conseguimos chegar às ofertas certas. Há muitos programas apoiados pelo Estado para as empresas fazerem esta transição. Em relação aos negócios que anteriormente falámos, temos, por exemplo, o Comércio Digital que realiza, em parceria com associações empresariais e comerciais de todo o País, workshops temáticos que têm em vista facilitar a transição digital destes profissionais. Acredito que as associações empresariais tenham aqui um papel muito importante. Muitas vezes, o conhecimento não está acessível a toda a gente. Por isso, o grande desafio está em fazer chegar aquilo que existe a quem precisa do que existe. Vamos a todo o País. 

Qual o grande desafio para 2023?

Para além de continuarmos o desafio de levar a digitalização a cada vez mais empresas e pessoas, é importante garantir que a utilização que fazem da Internet seja cada vez mais segura. Esse será o grande desafio de 2023.

Como ser competitivo em 2023?

Desafios e ferramentas para as empresas

 

 

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