27.09.22

Gestão de Pessoas: Boas Práticas Apoiadas em Tecnologia

Evento Híbrido e Gratuito

Portugal 2030: por uma Europa mais inteligente, verde, social e próxima dos cidadãos

São, no total, 23 mil milhões que têm em vista o desenvolvimento da economia, da sociedade e do território de Portugal. O que esperar do Portugal 2030? Ana Cordeiro, coordenadora da missão Portugal Digital, responde a todas as perguntas.
Fundos europeus
Share on linkedin
Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp

Há quem acredite que o Portugal 2030 é a derradeira oportunidade desenvolver um País que, apesar dos esforços e contratempos, merece crescer e fortalecer a sua economia através da melhor estratégia possível.

Os objetivos são claros: concretizar uma transformação baseada na qualificação e capacitação dos recursos humanos, na inclusão social, na inovação e transformação digital, na transição climática e sustentabilidade, bem como os desafios ligados à coesão territorial e à evolução demográfica.

A estratégia Portugal 2030 está estruturada em torno de quatro agendas temáticas:

 

  1. As pessoas primeiro: um melhor equilíbrio demográfico, maior inclusão, menos desigualdade e discriminação;
  2. Promoção da sociedade do conhecimento: inovação empresarial, digitalização, qualificações dos recursos humanos e das instituições como motores do desenvolvimento;
  3. Transição climática e sustentabilidade dos recursos: descarbonizar a sociedade e promover a transição energética, tornar a economia circular, reduzir os riscos e valorizar os ativos ambientais, tornar a agricultura, as florestas e a pesca sustentável;
  4. Melhoria da competitividade externa do País e a sua coesão interna – competitividade das redes urbanas.

Ana Cordeiro é coordenadora da missão Portugal Digital, que se propõe a acelerar a transformação digital do país, garantindo que ninguém fique para trás.

“Portugal: de start-up nation para digital nation” nasce do imperativo da transição de Portugal para um país mais digital, competitivo e fortalecido a nível internacional no contexto da transformação digital, com a missão de acompanhar, operacionalizar e implementar as medidas previstas no Plano de Ação para a Transição Digital.

Num momento crucial para as empresas e que não dará tréguas a todos aqueles que não conseguirem adaptar-se à nova realidade, é fundamental aproveitar esta oportunidade que consensualmente é irrepetível. 

 

𝗩𝗼𝘂𝗰𝗵𝗲𝗿𝘀 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝗦𝘁𝗮𝗿𝘁𝘂𝗽𝘀 - 𝗡𝗼𝘃𝗼𝘀 𝗣𝗿𝗼𝗱𝘂𝘁𝗼𝘀 𝗩𝗲𝗿𝗱𝗲𝘀 𝗲 𝗗𝗶𝗴𝗶𝘁𝗮𝗶𝘀

90 milhoês de euros para atribuir a 3000 empresas até 2025

A partir de 25 de novembro de 2022 está disponível o apoio não-reembolsável de 100% sobre o custo elegível, com um limite máximo de 30.000€ por empresa. Será atribuído para as despesas  de licenciamento ou de subscrição de software, despesas com acreditação ou certificação tecnológica de recursos humanos, serviços de marketing e aquisição de processos de negócios.

Em fase de conclusão, qual o balanço do Portugal 2020?

No que respeita aos principais indicadores de digitalização, o DESI – Índice de Economia e Sociedade Digital – mostra-nos por um lado a evolução positiva de Portugal ao passar da 19ª posição na edição de 2020 para 15º em 2022, com vários indicadores positivos. Estamos acima da média da União Europeia na integração das tecnologias digitais pelas empresas, Portugal é líder na utilização de TIC para a sustentabilidade ambiental, ocupando, neste indicador, o primeiro lugar. Na utilização de Inteligência Artificial e partilha eletrónica de informação – onde assegura, em ambos os indicadores, o segundo lugar – é a primeira vez que o país ultrapassa a média europeia na dimensão de Integração de Tecnologias Digitais. É preciso continuar a investir no aumento da maturidade digital das PME, uma vez que pouco mais de 50% têm pelo menos o nível básico de intensidade digital.

 

Num momento em que os novos modelos de trabalho se impõem, houve progressos em relação à gestão do capital humano?

É também a primeira vez que Portugal pontua acima da média da União Europeia na dimensão de Capital Humano, na qual passou de 18.º para 14.º lugar, com a subida dos indicadores de competências digitais básicas e avançadas, e o aumento da percentagem de especialistas em TIC, nomeadamente mulheres.

 

O que é que os empresários portugueses podem esperar do Portugal 2030?

Plano de Recuperação e Resiliência – PRR – é atualmente uma das principais fontes de financiamento de medidas e projetos ligados à transformação digital das empresas do Plano de Ação de Transição Digital, tal como o Portugal2030 será. Temos um programa operacional temático, o Plano Inovação e Transição Digital, que tal como o nome indica, contempla uma forte componente ligada ao digital. 

Qual o valor que o Portugal 2030 dedica à digitalização do tecido empresarial português?

São quatro mil milhões de euros destinados a financiar várias tipologias de ações, nomeadamente: a digitalização e o investimento das empresas, a qualificação, digitalização e internacionalização das empresas, competências e qualificações no âmbito empresarial, onde se inclui competências especificas ligadas à digitalização e empregos digitais. A continuidade do Plano de Ação para a Transição Digital tem o objetivo de posicionar Portugal como líder internacional em matéria de digitalização.

 

A internacionalização das empresas passa obrigatoriamente pelo e-commerce. O Portugal 2030 contempla apoios nesta área?

A internacionalização via e-commerce é uma medida que já estamos a trabalhar com a AICEP, a Associação Internacional das Comunicações de Expressão Portuguesa. Enquadrada no atual PRR, tem uma dotação total de 25M€, todas as PME podem candidatar-se e visam duas prioridades: por um lado, a sensibilização, capacitação e consultoria a PME novas exportadoras, com o objetivo de promover a sua internacionalização por canais digitais; por outro, o apoio individualizado para a promoção digital orientado à diversificação de mercados para empresas que já tenham experiência internacional consolidada. Saiba mais sobre a internacionalização via e-commerce, aqui.

Qual a expectativa em relação ao setor das TIC – Tecnologias de Informação e Comunicação?

A internacionalização com recurso às tecnologias digitais é uma aposta porque tem um enorme potencial de abertura aos mercados externos, quer por via da captação de investimento, quer por via das exportações, na medida que é composta por 24 mil empresas que empregam 147 mil colaboradores, gera receitas de mais de 21 mil milhões de euros. As fileiras das TIC têm crescido em média na ordem dos 8,3%, nos últimos 5 anos. É por isso expectável que os apoios para internacionalização através dos canais digitais e a sua ligação às tecnologias digitais continuem nos próximos anos.

 

Ainda há muitos empresários com receio de recorrer aos fundos. O Portugal 2030 traz melhorias em relação à simplificação das candidaturas?

A desburocratização dos acessos aos fundos será sempre um desafio presente. Neste momento estamos a desenvolver um projeto que visa precisamente facilitar o acesso aos incentivos de forma o mais fácil e simples possível através do Catálogo de Serviços de Transição Digital que funcionará como marketplace para o segmento B2B e onde os fornecedores poderão acreditar-se. O Plano de Recuperação e Resiliência tem previstos apoios na ordem de 100 milhões de euros que pretendem apoiar 50.000 empresas até 2025. O objetivo? Dar a possibilidade às empresas que têm maiores dificuldades em aceder aos incentivos, de forma a conseguir aumentar a sua maturidade digital fazendo investimentos com apoios públicos..

Conheça os benefícios de que uma empresa pode usufruir através de um software de gestão com os fundos europeus.

Já conhece o
PHC GO?

Gestão completa na cloud, faturação certificada, processos automatizados e tesouraria ágil
Software de gestão online para pequenas empresas

Este site requer um navegador mais atualizado para obter a aparência e usabilidade requiridas.

Para usufruir da melhor experiência e conhecer a PHC Software e os seus produtos, deverá aceder através de outro browser mais recente como Google Chrome, Firefox ou Safari.