Marketing digital em 2023: tendências e oportunidades – PHC Portugal

27.09.22

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Marketing digital em 2023: tendências e oportunidades

Marketing não é tudo, mas é muito. Rogério Canhoto é chief business officer e membro do executive committee da PHC Software. Ele acredita que 2023 vai um ano em cheio para as empresas que conseguirem aproveitar cinco grandes oportunidades de negócio ligadas ao Marketing digital. Quer saber quais são?
marketing digital

É com o otimismo que o caracteriza que Rogério Canhoto fala dos desafios que trará o Marketing digital em 2023. O objetivo? “Conseguir uma melhor gestão das empresas e uma melhor relação com o seu consumidor, um consumidor que é cada vez mais digital.”

Hoje em dia é chief business officer e membro do executive committee, na PHC Software. Já passou pela Impresa, Deloitte, Havas e também pela PT Portugal. Porém, a sua missão como professor tem sido transversal a todo este percurso, sendo professor convidado dos mestrados executivos do ISCTE e da Universidade Católica Porto Business School onde se dedica de corpo e alma à área de marketing digital.

Acredita que as organização se debatem hoje em dia com a necessidade interna de ter “profissionais nas áreas de marketing que sejam cada vez mais digitais e tradicionais”. É que, neste novo contexto, “não basta ser criativo e conhecer o cliente, é necessário também ser analítico e conhecer as várias ferramentas digitais.”

Como transformar essas ferramentas em verdadeiras oportunidades de negócio com ajuda do Marketing digital?

Tome nota.

 

A evolução digital das empresas é hoje uma realidade?

As empresas são pressionadas pelo consumidor digital e são obrigadas a fazer a sua evolução, aquilo a que eu chamo de darwinismo digital: a empresa evolui cada vez mais para uma maior utilização das plataformas digitais, processos digitalizados, plataformas dentro da própria organização que facilitam a comunicação. Este darwinismo digital faz com que as empresas tenham de evoluir para outro patamar de digitalização. Na prática, é olharem para o seu próprio contexto empresarial, perceberem onde podem acrescentar valor utilizando as ferramentas que têm à sua disposição. Estas ferramentas são fundamentais para controlar custos, aumentar a produtividade, ganhar eficácia na ida ao mercado e alcançar uma melhor relação com o seu consumidor, cada vez mais digital.

 

 

Destaca cinco oportunidades que acredita poderem alavancar os negócios ligadas ao Marketing digital. Quais são elas?

Experience is everything, omnichannel, e-commerce, metaverso e Inteligência Artificial.

 

 

Começando pela experiência do cliente, consegue explicar-nos um pouco melhor este conceito?

Neste contexto digital e cada vez mais automatizado, a experiência do consumidor faz toda a diferença e é aí que o sentimento entre o consumidor e marca se revela. Na prática, os clientes são cada vez mais informados e exigentes, não só importa aquilo que querem, importa também quando querem e como querem. Chamam-se empowered consumers e trazem para cima da mesa um desafio muito grande: eles não nos comparam com a nossa concorrência, comparam-nos com a melhor experiência que tiveram até à data nas plataformas digitais. Portanto, o maior desafio para as empresas que é uma grande oportunidade é poderem utilizar a informação que têm de interacção com esses clientes para melhorarem a experiência.

 

 

A jornada do cliente é meio caminho andado para o cliente se tornar mais próximo, e isso veva-nos à segunda oportunidade que 2023 pode trazer, o chamado omni-channel. Certo? 

Sim. Hoje em dia a empresa tem de conhecer ao detalhe essa jornada, porque ela transporta uma série de oportunidades. Ao conhecermos a jornada do cliente conseguimos perceber onde é que estão os pleasure points e pain points, os pontos de prazer ou de atrito, situações onde há uma relação difícil ou onde o cliente não vê satisfeitas as suas necessidades. É com base neste conhecimento que conseguimos perceber quão distantes ou próximos estamos do nosso cliente. E o objetivo hoje em dia é garantir o omnichannel, múltiplos canais de negócio que se consguem aplicar de forma muito mais estruturada.

 

 

É preciso encontrar os pontos de contacto com o cliente. Como fazê-lo?

Temos múltiplas ferramentas digitais – sem esquecer que há ferramentas tradicionais que são excelentes, consoante o tipo de cliente que estamos a tentar abordar – para percorrer a jornada do cliente na empresa, até porque durante as 24 horas do dia há vários pontos de contacto que nos unem. É nesses pontos de contacto que a empresa tem de se focar porque são momentos de ouro. 

Se soubermos qual é o momento chave para estarmos com aquele cliente, tivermos informação sobre ele e utilizarmos a informação que temos no digital e no tradicional é possível criar vínculos fortes e, no momento certo, conseguirmos dar a resposta certa. A lógica da omnicanalidade dá um valor acrescentado à relação e o cliente vê, não só as suas necessidades satisfeitas, mas também percebe que toda a relação com a empresa sem atritos é muito mais vantajosa. Por isso, esta é uma oportunidade grande para as empresas fazerem a diferença. Um valor acrescido pelos vários canais existentes e pela maneira como comunicamos e interagimos em cada um deles. 

Rogério Canhoto

O e-commerce apresenta-se como uma ferramenta extremamente importante para qualquer estratégia de crescimento de qualquer empresa no mercado, nacional ou internacional. Isto acontece também como consequência da omnicanalidade e que permite às empresas quebrarem barreiras a todos os níveis. Quebra barreiras geográficas: com a minha página de comércio eletrónico vou a qualquer geografia; barreiras linguísticas porque o inglês surge como uma língua universal e baseando-nos no inglês conseguimos, basicamente, atingir o mundo inteiro.

Rogério Canhoto – Chief Business Officer PHC

Há cada vez mais iniciativas de vários organismos que dão
algum apoio ao e-commerce. É preciso estar atento e aproveitar, concorda?

Houve recentemente uma iniciativa da AICEP, o Portugal Exportador, onde estivemos presentes e, a conclusão que tiramos é que as empresas têm uma oportunidade única para vender aquilo que se melhor se faz no nosso País, com competências para abranger o mundo inteiro.

Curiosamente, os empresários não têm olhado para o e-commerce como uma grande oportunidade, apesar dos estudos demonstrarem que uma loja de comércio eletrónico aumenta as vendas entre 70 e 80%, verificamos também que em 60% dos casos acham que a marca tem
mais credibilidade. Criam-se oportunidades para que as empresas portuguesas possam expandir as suas vendas para todo o mundo de uma forma muito simples, prática. Obviamente têm de fazer um investimento na sua plataforma de comércio eletrónico, mas que lhes permite mais um canal de venda para além do tradicional. O e-commerce é fundamental não só para a sobrevivência das empresas como para o seu crescimento. 

Dados sobre Marketing digital em 2023

Sabia que o live shopping tem taxas de conversão 25 vezes mais altas do que os canais de ecommerce tradicionais? Segundo a Marketshow, os carrinhos de compras podem chegar até mais mais 20% de valor captado. 

Em relação ao metaverso, como é que pode ser aplicado ao marketing?

O metaverso é uma oportunidade efeverscente, toda a gente fala dele, mas muitas pessoas ainda não perceberam onde está realmente o valor desta nova realidade. Na prática, há quem faça comparações com aquilo que há uns tempos era o Second Life. Só que hoje em dia a realidade é bastante diferente. Não só nas vias de comunicação em banda larga porque há muito mais velocidade na comunicação, as plataformas de modelização 3D estão sofisticadíssimas – muito por causa do gamming e de todas as suas indústrias laterais. Trazem um realidade processada por computador cada vez mais real e muitos avanços em realidade aumentada e realidade virtual. Ou seja, estamos muito mais à frente do que quando essas plataformas mais antigas apereceram. Cria-se aqui um melting pot que permite fazer umas coisas interessantes.

 

 

As marcas/ empresas estão a aderir ao metaverso?

Na prática o metaverso tenta replicar a realidade do mundo virtual e há várias marcas a investir. Mas há algumas oportunidade que podem ser exploradas. A área da moda é uma delas, há marcas que criaram os seus próprios avatares ou produtos para avatares no metaverso e estão a fazer dinheiro com isso. A Nike lançou uma coleção de ténis NFT – non-fungible token – a 100.000 dólares. Há empresas que também estão a utilizar o metaverso para fazerem concertos virtuais, como recentemente os Foo Fighters fizeram, com bilhetes cobrados. Está tudo a ser muito explorado num momento em que todos tentamos perceber o modelo de negócio, até porque já há muitas big tech a fazerem investimentos nestas áreas. Esta é uma oportunidade à qual temos de estar muito atentos.  

Como é que a Inteligência Artificial pode ser uma oportunidade para as empresas?

Toda essa tecnologia está muito mais sofisticada agora, não só por ter muito mais capacidade de processamento, muito mais big data e com uma série de algoritmos que foram desenvolvidos ao longo dos anos e que nos permitem acrescentar valor. Nesta área do marketing e da gestão, há várias oportunidades a ter em conta. A primeira é a facilitação de processos empresariais, ou seja, hoje em dia há uma série de tarefas repetitivas que uma empresa faz ao longo do seu dia a dia, receber encomendar, emitir faturas, uma série de atividades fundamentais à sua operação e que podem perfeitamente ser feitas através de uma ferramenta de Inteligência Artificial que, neste caso, está aplicada à produtividade.

 

 

É possível aplicar a IA às vendas?

Sim, para mapear e otimizar a jornada do cliente, perceber onde existem os momentos difíceis e os momentos fáceis. Com base nestas informações, a IA pode dar imediatamente caminhos alternativos ao cliente quando está numa página de correio eletrónico e não encontra aquilo que ele quer, encontrar alternativas, perceber aquilo a que se chama a venda recomendada, quem comprou o produto «X» também comprou o produto «Y», algo que a Amazon faz há já algum tempo através de algoritmos de IA que, neste caso, otimizam as vendas. Mas podemos ir para situações mais arrojadas e que agora estão muito na moda e que é a IA aplicada à criatividade.

 

 

Como é que é possível aplicar IA à criatividade?

No outro dia, o The Guardian publicou um artigo totalmente escrito através de uma ferramenta de IA e ninguém deu pela diferença se não fossem eles a dizer. Há pouco tempo houve um concurso de fotografia a nível mundial atribuído a uma imagem produzida com um algoritmo de IA. Algumas destas ideias ainda em fase exploratória podem ser utilizadas para facilitar a vida aos gestores, é uma área que promete muito.

Como ser competitivo em 2023?

Desafios e ferramentas para as empresas

 

 

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