“O ano de 2023 vai ser um ano de verdade para as empresas” – PHC Portugal

27.09.22

Gestão de Pessoas: Boas Práticas Apoiadas em Tecnologia

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“O ano de 2023 vai ser um ano de verdade para as empresas”

As empresas procuram soluções que lhes permitam, mais do que sobreviver, crescer. Joana Garoupa, business strategist, dá pistas de como os empresários podem (e devem!) aproveitar o contexto para marcar a diferença.
inovação empresas

Joana Garoupa começou o seu percurso em agências de publicidade, marketing e relações públicas, tais como Publicis, McCann Erickson, Emirec ou DDB. Depois de uma curta incursão pelo mundo das telecomunicações na Sonaecom, seguiu-se o desafio de liderar o departamento de marketing e comunicação da Siemens. Já na Galp, coordenou uma equipa que teve a responsabilidade de definir a estratégia da identidade da marca e do seu portefólio em várias geografias.

Recentemente publicou o “Manual de sobrevivência para o mundo corporativo”, um livro que desmistifica o universo empresarial através das suas próprias experiências.

É ainda presença constante em eventos onde fala sobre o mundo empresarial, apelando a todos aqueles que procuram alcançar sempre o melhor, tanto das oportunidades que surgem, como de si mesmos.

 

 

Como é que as empresas podem tornar-se mais competitivas em 2023?

2023 vai ser um ano cheio de desafios tanto para as marcas como para as empresas. Mas também é um ano cheio de oportunidades.

As marcas e os produtos têm de encontrar o lugar onde podem ser ainda mais úteis às pessoas, não só em termos de perspetivas funcionais como também a nível de experiência, com as empresas passa-se exatamente a mesma coisa.

Como podem destacar-se da concorrência, como é que podem atrair mais talento, como é que podem reter mais talento: por um lado, ter algo que os outros não oferecem. Por outro, trabalhar uma componente experimental: fazer parte de um todo – uma família – e como é que pode reposicionar-se para ser inigualável.

 

 

É preciso garantir a gestão para a mudança. Concorda?

As marcas/empresas têm de passar de perceber quais são os seus produtos e serviços, para perceber aquilo que as pessoas querem. A velha história da centralidade só no cliente já era. Hoje é preciso olhar para dentro da empresa. Acima de tudo é preciso olhar para os colaboradores na perspetiva de cliente interno: o que é que ele quer? Às vezes não tem de ser uma reinvenção total e absoluta daqueles que são os valores e o propósito da empresa. Podem ser pequenos pormenores, inovar em pequenas nuances. Não tem de ser um benefício adicional, há uma série de outras questões que diferenciam a empresa e a colocam no patamar da diferenciação.

Centralidade no cliente, sim. Mas também do cliente interno. Nas marcas/ produtos e serviços é igual: funcionalmente e em termos de experiência, como é que eu posso melhorar de forma a que o cliente queira e continue a optar pelos meus produtos ou serviços?

 

 

É preciso fazer bem internamente para conseguir fazê-lo a nível externo?

Completamente. As pessoas reconhecem de uma forma mais paradigmática a melhoria.

 

 

A liderança, nos moldes a que estávamos habituados, também alterou. Como é o novo líder?

Há uma mudança de paradigma. A liderança mais hierárquica tem os dias contados. As lideranças têm de ser humildes para irem à procura das ferramentas que acham que precisam e não têm; as direções das empresas precisam de ser humildes para perceberem que precisam de ajuda. Só em conjunto é que é possível trilhar o caminho que permita ir ao encontro das pessoas, sem perder a objetividade. Ao fim do dia estamos todos a trabalhar para entregar uma solução ao cliente, para que o consumidor fique satisfeito e possa repetir todo o ciclo. 

Sempre com isto em mente, as lideranças têm de perceber que 90% do seu tempo é passado a tratar das questões relacionadas com as pessoas, que liderar é muito mais do que gerir. Liderar é ouvir, é perceber, é intuir, é ter tempo para… Principalmente em momentos menos confortáveis, é importante transmitir a mensagem “we care”: estamos a olhar para ti para perceber aquilo de que precisas. Às vezes até coisas simples, como uma cadeira, uma almofada ou um telefone novo.

 

 

Isso significa que estamos a assistir a uma tendência transversal para a personalização?

Nós, enquanto clientes e consumidores, cada vez mais procuramos produtos que sejam específicos, o chamado custom made. Pode ser difícil, mas se é posssível fazê-lo no mass market, claro que também é possível fazê-lo para outras áreas ou serviços. A Johnnie Walker tem lojas espalhadas em que cada pessoa faz o seu whisky com base em três ou quatro fatores. O tema da personalização é fundamental, o da digitalização também. É necessário usar as ferramentas disponíveis, não só para vender alguma coisa, mas para envolver cada vez mais as pessoas naqueles que são os valores e a cultura da empresa. Até porque hoje o modelo híbrido requer também novas ideias para continuar a gerar engagement. As pessoas estão à distância, estão menos ligadas, há menos motivos para se sentirem envolvidas.

 

 

É necessário que as empresas ou as marcas aprendam a distinguir-se?

Sim. Devem analisar todo o ecossistema e perceber como é que podem distinguir-se. Essa é a oportunidade. As crises são isso mesmo: estás num determinado contexto e tens de arranjar uma solução que acaba por ser a vencedora. A tecnologia só por si serve de pouco mas se acompanhar uma boa ideia, a base tecnológica torna-se fundamental.

 

 

E quais as métricas que hoje são mais importantes para as empresas?

O mais interessante nestes processos de inovação é trazer tecnologia e ideias de outros setores e aplicares no teu setor. Há uma analogia que me parece muito interessante e que traduz exactamente esta ideia. A roda foi inventada há milhares de anos A.C., as malas de viagem aparecem nas nossas vidas entre os séculos XIV e XV. Porém, só no século XX é que alguém se lembrou de colocar rodas numa mala e transformá-la num trolley. Hoje todos temos uma mala com rodas para viajar. O grande ponto da inovação e das oportunidades é esse mesmo: olhar para aquilo que os outros estão a fazer, mesmo que sejam de setores diferentes, e transitar as boas práticas para dentro de casa.

 

 

O que podemos esperar de 2023?

O ano de 2023 vai ser um ano de verdade. As pessoas estão com os filtros muito aguçados relativamente ao que não é verdade e ao que efetivamente é genuíno. É um ano em que as empresas têm de marcar pela diferença e serem relevantes. Por isso, há disciplinas como a comunicação que são de extrema importância. Há uns anos, era conveniente uma marca ser neutra, não podia ser parcial. Hoje em dia é exactamente o contrário. O que se quer é que uma empresa tome partido, defenda causas. É impossível que hoje uma empresa não seja percepcionada como se fosse uma pessoa. E uma pessoa tem opiniões e valores. Uma empresa é um elemento vivo.

Como ser competitivo em 2023?

Desafios e ferramentas para as empresas

 

 

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