“O Metaverso veio para ficar. É preciso que as empresas explorem tudo aquilo que pode dar a ganhar” – PHC Portugal

27.09.22

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“O Metaverso veio para ficar. É preciso que as empresas explorem tudo aquilo que pode dar a ganhar”

“A utilidade do metaverso é muito ampla e não é ficção. As empresas tecnológicas do mundo inteiro estão a fazer um grande investimento” diz Pedro Lozano, cofundador da Imascono, reconhecido como um dos 100 líderes mais criativos do mundo empresarial espanhol, segundo a revista Forbes.
Metaverso

O metaverso tornou-se num dos assuntos mais falados nos últimos anos, especialmente desde que Mark Zuckerberg, CEO e fundador do Facebook, anunciou que mudou o nome da rede social para Meta.

Afinal, qual o significado de metaverso e porque razão está diretamente relacionado com o Facebook?

Pedro Lozano, é cofundador do Imascono, um estúdio de tecnologia criativa especializado em realidade aumentada e metaverso. Ele explica que este ambiente virtual pertence à próxima geração da Internet e faz parte daquilo que habitualmente é conhecido como web 3.0. Ou seja, está ancorado em sistemas descentralizados, tais como a blockchain.


O que é que a web 3.0 e o que são sistemas descentralizados?

São, simplesmente, uma forma diferente de interagir no universo virtual. Neste caso, os utilizadores e as empresas terão maior autonomia num ambiente mais aberto, imersivo, transparente, seguro e assente em Inteligência Artificial (IA). Para além, claro, de uma longa lista de recursos que permitem personalizar a sua experiência.

Pedro Lozano - Imascomo

“Há muitos anos que as tecnologias têm vindo a transformar os processos empresariais e a forma como nos relacionamos. O metaverso permite-nos dar um novo salto, onde passamos da comunicação em ecrãs planos para a comunicação em ambientes tridimensionais mais imersivos, que tornam as relações e interações dos utilizadores mais realistas e mais suportáveis, utilizando elementos diferentes ” 

Pedro Lozano – Agência Imascomo

Atualmente, o metaverso já está a transformar a forma como certos modelos de negócio são desenvolvidos. Por isso, destaca o impacto que tem nos eventos e nas indústrias da moda, dois setores que estão a assumir a liderança e a tirar o máximo partido deste espaço virtual.

Portanto, não, o metaverso não está apenas relacionado com a rede social de Zuckerberg, mas é um ambiente virtual em desenvolvimento que é muito mais do que propriedade de uma empresa, é apresentado como um recurso que fortalece a relação entre empresas e clientes.

De facto, de forma a torná-lo cada vez mais acessível a empresas de todas as dimensões, as grandes tecnológicas estão a investir e a afetar somas avultadas de dinheiro para transformar as suas plataformas em realidade virtual imersiva e oferecer um novo ambiente aos utilizadores e empresas.

“O metaverso veio para ficar. A sua utilidade é ampla e os investimentos que estão a ser feitos por grandes tecnológicas como o Facebook, Microsoft, Epic Games ou Apple pretendem construir plataformas de realidade virtual, onde a mecânica experimental do metaverso pode ser acessível a qualquer negócio. Esta é uma corrida a longo prazo e nos próximos 5 a 10 anos todo o potencial deste mundo virtual será conhecido na sua totalidade.”

O facto da Microsoft investir, nada mais nada menos, do que 68 mil milhões de dólares, revela que estamos perante uma realidade virtual incomparável. Então o que é que as empresas precisam de fazer para entrar no metaverso?

ESCRITÓRIO VIRTUAL DO FUTURO

Microsoft e Meta firmaram um acordo que permitirá contar com produtos Office 365 no metaverso. A utilização de videochamadas Teams será integrada ao Quest” do Meta e ao headset “Quest Pro” VR

 

Identificar a oportunidade é a chave para entrar no metaverso

Ainda que o metaverso seja acessível a qualquer empresa, isso não significa que todas as empresas devam estar presentes neste mundo digital.

Pedro Lozano salienta que as empresas devem explorar e compreender de que forma ambiente funciona, antes de projetar e investir dinheiro sem identificar as suas verdadeiras oportunidades.

“As empresas devem primeiro explorar o valor que o metaverso pode trazer, ver se pode ser atrativo para o nosso público-alvo e, a partir daí, utilizá-lo de acordo com os objetivos que queremos alcançar com determinado projeto.”

Segundo ele, definir um objetivo empresarial e ser claro sobre o público alvo são as chaves para conseguir tirar o máximo partido deste universo virtual. Assinala que o metaverso tem três objetivos principais:

  • Showroom: Comunicar produtos ou serviços através de uma experiência inovadora imersiva no metaverso. 
  • Eventos: Complementar um evento físico e aproveitar os benefícios do mundo virtual, através duma proposta 3D. 
  • Formação: Utilizar o espaço virtual para dar formação ao público alvo.

Canalizando aplicações metaversas a partir de uma base direcionada, as empresas de qualquer indústria têm uma oportunidade única para aumentar a rentabilidade do negócio.

No entanto, enquanto Microsoft, Facebook ou Google, podem oferecer espaços tridimensionais para uma experiência imersiva disponível a todos: “A diferença será entre empresas que têm capacidade de investir recursos e gerar ambientes 100% personalizados dentro destas plataformas, gerando assim uma proposta de valor única com impacto no conhecimento da marca.”

Outro fator determinante é que as empresas são claras naquilo que querem levar para o metaverso: “É essencial que o projeto tenha uma função clara que traga valor aos clientes e posicionamento da marca.”

METAVERSOS
DE MAIOR DIMENSÃO

150 milhões de utilizadores: Roblox
500.000 utilizadores: The Sandbox
300.000 utilizadores: Somnium Space

TIPOS DE METAVERSO

Existem metaversos centralizados, tais como o Roblox, e descentralizados como o Decentraland, o Somnium Space e o The Sandbox.

 

Um ambiente virtual com mais ganhos do que perdas

Uma vez identificada a função e os objetivos do projeto, o público-alvo e o valor que o metaverso pode aportar, muitos são os seus benefícios, proporcionando à empresa um selo inovador e de vanguarda.

O líder criativo da Imascono destaca quatro vantagens que a sua empresa alcançou para marcas bem conhecidas como a Telefónica, El Corte Inglés, Siemens, entre outras:

 

  • Elevar a relação entre empresas e clientes 

Ao oferecer uma experiência imersiva, única e personalizada, a relação entre a empresa e os seus clientes é reforçada.

  • Consciência e posicionamento da marca 

Por ser uma proposta inovadora, é possível que possa gerar notícias para os meios de comunicação social, algo que tem um impacto na consciência e no posicionamento da marca.

 

  • Rentabilidade 

A rentabilidade é obtida não só através dos resultados de ações mais interativas e imersivas que impulsionam o consumo, mas também porque cada impacto da notícia nos meios de comunicação social sugere um retorno do investimento publicitário.

 

  • Valor acrescentado 

Empresas que se aventuram no metaverso também se posicionam como referências no campo da inovação, acrescentando esta proposta de valor única à sua marca, o que permite ganhar uma vantagem competitiva.

“Para além da rentabilidade, a notoriedade alcançada nos meios de comunicação social com este tipo de projetos é de grande valor. O aumento do alcance e da visibilidade da marca sugere um retorno do investimento e também os ajuda a posicionarem-se como referência no campo da inovação”, Pedro Lozano

Finalmente, esclarece que o metaverso é um ambiente 3D que pode ser acedido de diferentes formas e não apenas através de óculos de realidade virtual: “Atualmente, o maior risco seria apostar apenas em óculos de realidade virtual, pensando que, para aceder ao metaverso, é necessário ter ferramentas de realidade virtual. No entanto, o metaverso também pode ser acedido a partir de um computador e, neste momento, ainda estamos num processo de evolução em que, a pouco a pouco vão saindo dispositivos que são mais baratos e chegam a mais utilizadores”.

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